20
set

Bruxa de Berro ou Bruxa de Blair?

Categorias: Arte . Filmes & TV . Rocky Malias

Galera, começa hoje nossa nova TAG de Cinema aqui no blog! Feita pelo incrível Rocky Malias (que já apareceu por aqui), toda semana ele vai aparecer por aqui com alguma resenha, lista ou novidades sobre o mundo da sétima arte. Espero que gostem!
Na era dos remakes*, reboots* e versões, os filmes no estilo Found Footage* não poderiam ficar de fora. Sucesso em 1999, “A Bruxa de Blair”, dos diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, chamou muita atenção pela sua estética sombria, perturbadora, confusa e acima de tudo muito realista, o que acarretou em um fato curioso: Muitas pessoas saíram do cinema achando que tinham acabado de assistir um documentário REAL com um possível final trágico! Foram boatos e histórias que se espalharam em volta do filme, não apenas pelo boca a boca mas também pelo falatório lá nos primórdios da internet, e acabou sendo a principal ação de marketing pro filme, que levou uma massa aos cinemas para ver o tal “material perdido/encontrado”.
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Imagem que circulou lá nos primódios da internet, fazendo a galera acreditar ainda mais que a história foi real e que os atores estavam desaparecidos.

Foi um filme super barato para os padrões hollywoodianos, com um orçamento de 60 mil e que está entre os 100 filmes com maior faturamento/lucro da história.
Não fique perdido:
Remake: É quando refilmam uma obra antiga com um elenco novo, se baseando no filme original, com poucas mudanças. (Ex: Poltergeist e Carrie, A Estranha)
Reboot: Quando a franquia volta ao início, é recontada com um novo elenco e não necessariamente baseada na história anterior. (Ex: Alguns filmes de super heróis, como os do Homem Aranha e Batman)
Found Footage: É um estilo de filme filmado em 1ª pessoa, se passando por documentário. Muito usado para filmes de terror.
A trama segue 3 estudantes de cinema tentando produzir um documentário sobre uma possível bruxa. Crimes e histórias se misturam com o folclore da região, e o que seria um roteiro simples de terror ganha corpo pela força e criatividade da linguagem (found footage), que possuem desde entrevistas estranhas com moradores da região a momentos de pânico e agonia (inclusive copiados por muitos filmes de comédia, como “Todo Mundo em Pânico”) passados pelos personagens.
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Bem, sem mais spoilers! Esse clássico vale muito o confere, mesmo se você não tem a menor vontade de assistir a nova versão que está rolando nos cinemas.


Atenção: O novo “Bruxa de Blair” (2016) presta o mesmo serviço que “Star Wars – O Despertar da Força”, é uma CONTINUAÇÃO recheada de informações dos antigos filmes.


Você que já conhece os filmes deve estar se perguntando: Mas não já tinha um “A Bruxa de Blair 2“? A resposta é SIM, mas deveria ser NÃO! Os produtores tentaram pegar carona no nome de sucesso e fizeram o “Book of Shadows”, em PT/BR “A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras“, mas foi um fiasco de público e de crítica. O filme é HORROROSO e tenta explicar os mistérios e algumas situações do primogênito. Não segue o estilo do primeiro longa, muito pelo contrário. Não perca seu tempo!


Nota:

“A Bruxa de Blair”: 10,0
“A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras”: 1,5
“A Bruxa de Blair (2016)“: Entrando no cinema AGORA!!! E aguardem que nos próximos dias já tem resenha.



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